sábado, 4 de outubro de 2008

A voz da natureza...

Sherlock Holmes brasileiro

No começo parecia apenas um jovem repórter da capital econômica do Brasil perdido em uma remota região amazônica, atrás de uma morte aparentemente comum de uma nativa ainda mais comum, a Sra. Raimunda da Silva, mulher corajosa, e que desde que se tornou viúva, criava sozinha seus filhos. Apesar de toda a dificuldade de sua pobre vida, Dona Raimunda tinha um sonho, ela queria, por meio de organizações cooperativistas que os povos da floresta, juntos, contribuíssem com a extração consciente das várias riquezas amazônicas e não apenas as seringueiras. Com a ajuda de uma casal de cientistas, formularam uma espécie de “agenda” de extração, na qual cada época do ano corresponderia ao aproveitamento de um tipo de riqueza mais abundante na floresta, e que se fosse corretamente implantado, implicaria em uma estrondosa melhoria na qualidade de vida tanto das pessoas que se utilizariam disso para subsistência, como da própria floresta que teria tempo para se regenerar antes do próximo ciclo de extração.

Nosso repórter, Ivo Cotoxó, que nos confessou ter sido mandado para nossa querida e pacata Benjamin Constant, por seu chefe, que não simpatizava muito com ele, esperando mantê-lo longe e muito entediado com uma simples morte por envenenamento numa longínqua região do país não imaginava a teia de complicadas conspirações e assassinatos que se entrelaçavam a essa aparentemente comum morte de uma cabocla local, que o nosso, por assim dizer, herói, teve que desvendar.

As dificuldades começaram mesmo antes de chegar aqui, já que a viajem de S. Paulo à Benjamin é no mínimo muito extensa. Uma vez em nossa cidade, procurou mais informações sobre Raimunda e decidiu ir visitar sua casa que por sinal levaria a outra viajem complicada, na qual contou com a grande ajuda de João Seringalista, um nativo que conhece como ninguém a floresta, e sua linda sobrinha Juçara. Seu primeiro destino foi a casa da falecida Raimunda, na qual seus filhos estavam sobrevivendo sozinhos na floresta e apesar de órfãos e assustados, receberam Cotoxó muito bem e lhe mostraram o primeiro de muitos aspectos estranhos da morte de seringueira. Os garotos guardaram a cobra que havia matado sua mãe, nosso herói, sempre muito curioso, fez uma análise da cobra e descobriu que algo estava errado. Cotoxó com a ajuda de uma tribo indígena da região, com as informações dos cientistas e do professor Leôncio (membro da cooperativa), com a colaboração de Dr. Márcio Vital e um médico-legista descobriu os assassinatos. Eles elaboraram um plano, onde Leôncio, o próximo a ser assassinado, espalharia até chegar aos ouvidos de Zé Piranha(subchefe da quadrilha) que ele estaria viajando dentro de dois dias, fazendo com que Zé programasse logo sua morte. E foi o que aconteceu, assim eles conseguiram pegar Zé Piranha e os três jagunços, conseguindo saber quem era o mandante, Carlão Peixinho, que foi pego por uma armadilha onde seus funcionários devido a um acidente precisava da sua ajuda. Nosso herói desvenda uma sucessão de assassinatos: Anastácio, afogado, Felisberto, acidente de carro e Raimunda, envenenada. E vai além disso ao descobrir que Dagoberto Resende e Gilson Hermegildo, deputados, estavam envolvidos pois recebiam ordens de nomes internacionais para conter ameaças aos seus objetivos, Sir James Archibald Scott e Franco Fedini, ambos membros da World Ecology Foundation, mas que de ecológicos não tinham nada. Após Cotoxó ter aberto a notícia, os deputados desapareceram, Scott( não pagava impostos sobre os lucros das empresas frigoríficas e das fazendas na região amazônica, o que está sendo investigado pela Scontland Yard, polícia inglesa) se refugiou nas ilhas da República de Seychelles e Fedini(dono de serrarrias no Pará, na Amazônia) na Córsega.

Agora o projeto dos seringueiros será desenvolvido por Juçara, que criará os filhos de Raimunda. Ivo Cotoxó quebrou barreiras ao mostrar a vunerabilidade de nossas riquezas naturais e de nossa população nativa. É... Pelo menos, esses crimes mostram que temos que cuidar da floresta, dos camponeses e seringueiros, que mantêm uma relação íntima entre si. Precisamos das árvores, dos animais, do ecossitema que nos foi dado, por isso temos que contribuir com sua existência.

Feito por: Alexandre e Maíra

Poluição

A degradação de rios e mares vem sendo constantemente exaltada por defensores do meio ambiente. Essa preocupação não é para menos. Poluição é o substantivo do verbo poluir que quer dizer; manchar, sujar ou corromper algo, ultimamente essa palavra está quase que exclusiva à natureza, a mais atingida "por essa palavra".

Os principais responsáveis pela poluição nas zonas costeiras, oceanos e rios são os esgotos sanitários que despejam muitos compostos orgânicos e as indústrias que lançam elementos radioativos, metais pesados, nutrientes contendo nitrogênio, fósforo e hidrocarbonetos além de lixo sólido. Mas os dois maiores poluentes que mais prejudicam os ecossistemas brasileiros são mesmo os esgotos que muitas vezes são a céu aberto. O volume de sujeira despejada sem tratamento prévio e principalmente os chamados compostos orgânicos persistentes, que mesmo com baixas concentrações nos resíduos domésticos, demoram muito tempo para serem absorvidos pela natureza, são tóxicos para a maioria dos animais aquáticos, tudo isso agrava mais ainda nossa periclitante situação.

Mas por que rios e mares continuam sendo explorados de modo irracional e servindo de depósito para todo tipo de sujeira produzida por nós? Parece não haver uma resposta lógica, vendo pelo ponto que todos querem um futuro melhor para nossas futuras gerações. Talvez todo esse descaso com nossa casa (nosso planeta), seja a ganancia das empresas que não percebem que tratando seus dejetos podem também ter muito lucro, tanto em forma de propaganda positiva para a instituição (já que hoje, felizmente, as pessoas se preocupam cada vez mais com a natureza), como de várias outras formas.

Aqui vai um apelo de uma simples garota que planeja uma futuro melhor, no qual se tenha "Águas que banham aldeias e matam a sede da população, águas que caem das pedras no véu das cascatas e que matam a sede da população". Não polua nossas águas, pois nelas só devemos encontrar vida e não lixo.

Maria Fernanda por ANTI-ASSASSINOS DA FLORESTA

Aracaju


Como está o meio ambiente da cidade de Aracaju? O que os aracajuanos fazem por ele? Precisa melhorar? Quais são as soluções para uma melhor preservação?

Nossa cidade, antigamente, era pouco ocupada com bairros como o Salgado Filho e o Grageru que eram manguezais. Hoje essa área é a mais urbanizada, ou seja, foram destruídos os mangues pra a construção de prédios, shoppings etc. A cidade deve crescer sim, mas crescer com qualidade e organização. Os mangues já se foram e pode desaparecer outros ecossistemas de agora em diante, se não agirmos.

Em Aracaju há ainda alguns lugares preservados, como o Parque da cidade, o Parque Ecológico Tramanday, o Parque da Sementeira. Mas isso ainda é pouco, são poucas árvores para absorver todo o gás carbônico que nossas indústrias, nossos carros, nossas combustões produzem. Outro fato a se ressaltar é a falta de coleta seletiva de lixo extensiva e sua reciclagem. Não entendo como é que uma cidade crescente como esta, não tem nas ruas, nas praças os simples vasos coloridos que separam as espécies de lixo. Já a reciclagem é um processo mais lento e que a população aracajuana até começou a contribuir, em pequena escala, mas há contribuições com trabalhos feitos com lixo. Outro problema sério em Aracaju é a emissão de dejetos do esgoto nos rios Sergipe, Poxim e Vasa Barris, o que é um absurdo. Precisa-se criar outro caminho para esse resíduos, não nos rios que circulam ao redor do município.

A gente reclama do calor da cidade, mas além do clima típico natural, ele é causado e intensificado pela falta de grande circulação de ar devido aos imensos prédios e também pela poluição atmosférica. São coisas que não refletimos, que não nos preocupamos.Um exemplo dessa falta de preocupação com o meio, talvez por achar que a cidade vai ficar na inércia, é que não há, aqui, uma secretaria destinada ao meio ambiente, há a da saúde, da educação e cultura, mas sobre o meio ambiente não existe. Os administradores não fizeram e nós nem questionamos, nem pensamos nisso. Mostrando o quanto nossa cidade tem que evoluir em termos de preocupação e valorização do meio ambiente.

Nós, aracajuanos, temos a obrigação de preservar nossa natureza. Gostamos de ir às praias, de aproveitar suas belezas, mas utilizamos suas áreas para construir casas e até prédios (referência ao prédio na praia de Aruana), machucando a natureza que só quer seu espaço; gostamos de andar pelo calçadão da 13 de julho, mas não hesitamos em jogar lixo no rio; gostamos de ver a cidade arborizada, mas pra onde isso vai quando cortamos sem motivos nossas próprias árvores, quando ignoramos o valor que a natureza tem para gente. A preocupação com o meio ambiente não começa com os políticos não, começa é com a educação de cada um, com os pequenos atos de cada cidadão.

Aracaju é uma cidade bonita, por isso deve ser cuidada. Deve-se criar soluções para os problemas ambientais como: criação de usinas para reaproveitamento do lixo; uma lei que estabeleça uma disciplina escolar sobre o meio ambiente, com o objetivo de educar crianças e jovens; implantação dos vasos seletivos de lixo por toda a cidade, incentivando as pessoa a fazerem o correto; criação de um verdadeiro e amplo parque ecológico, onde as pessoas possam conhecer mais sobre os processos biológicos da natureza, sua influência...; uma regenerada rede de esgotos etc. Nós temos que preservar nossas belezas e ampliá-las para assim nossa Aracaju ser exemplo de valorização ambiental para o Nordeste, para o Brasil e até, quem sabe, para o mundo.


Maíra por ANTI-ASSASSINOS DA FLORESTA

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Os Seringueiros


Os seringueiros são trabalhadores que extraem látex entre outros produtos das árvores florestais. São homens e mulheres íntimos da natureza e seu funcionamento. Já passaram por muitas dificuldades como quando, depois da Segunda Guerra Mundial, a produção Brasileira de borracha entrou em crise. Apesar do preço baixo, a borracha permaneceu o principal produto de exportação do Acre. O que tinha mudado era a estrutura econômica.
Regularmente o seringueiro anda nas trilhas que passam pelas seringas, em cujos troncos ele aplica cortes diagonais. Assim o látex vai saindo e escorrendo num pote amarrado na árvore e pode ser recolhido na próxima volta. Este látex líquido antigamente foi aplicado em varas, os quais eram giradas na fumaça em cima da fogueira. Com o calor o látex ficava sólido e com a fumaça ficava resistente contra fungos. Assim se formavam fardos de borracha de mais ou menos meio metro de diâmetro. Esta técnica hoje em dia quase não se usam mais. Hoje existem outras formas de processamento do látex sem fumaça.
A forma de subsistência é até hoje a mais comum entre os moradores da floresta. Assim os seringueiros passaram a não se contentar apenas com a borracha, pois esta estava em crise. Os seringueiros de hoje, sendo a maioria índios ou mestiços, chamados "caboclos", não extraem só o Látex, mas também outros produtos da floresta, principalmente a Castanha do Brasil. Eles também exercem agricultura e caça para o próprio uso em pequena extensão. As casas dos seringueiros são simples, cobertas de palha. Muitas vezes onde eles moram não tem escolas nem assistência médica. O usufruto sustentável da floresta pluvial pelos seringueiros é uma forma de convivência harmoniosa e ecologicamente consistente de homem e floresta pluvial. A situação ecológica da floresta amazônica é inseparavelmente ligada à situação econômica e social dos seringueiros.
Maycon por ANTI-ASSASSINOS DA FLORESTA

sábado, 20 de setembro de 2008

Um grande expoente da preservação ambiental


Francisco Alves Mendes Filho, mais conhecido como "Chico Mendes" , foi um seringueiro, sindicalista e ativista ambiental brasileiro. No começo não se preocupava com a preservação ambiental e sim com sua classe. Mas se tornou um síbolo de movimentos em prol do meio ambiente. Sua intensa luta pela preservação da Amazônia o tornou conhecido internacionalmente e foi a causa de seu assassinato.

Exatamente uma semana após completar 44 anos, Chico Mendes foi assassinado na porta de sua casa por sua intensa luta pela preservaçao da amazônia. Casado com Ilzamar Mendes, deixou dois filhos, Sandino e Elenira, com dois e quatro anos de idade, respectivamente.
" No começo pensei que estivesse lutando para salvar seringueiras ,
depois pensei que estava lutando para salvar a Floresta Amazônica.
Agora, percebo que estou lutando pela humanidade."
João Victor por ANTI-ASSASSINOS DA FLORESTA

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Imparcial? Nem à pau!




Atualmente nada escapa das nervosas lentes das camera e dos celulares, não importa onde você esteja, estará sempre sendo observado, a privacidade em nossos tempos é rara e quando existe, não é plena. Como a tudo na vida, nós nos acostumamos, e em muitos casos até gostamos, prova maior do que um blog como esse ou um outro orkut qualquer não há. Todos querem ser observados, todos queremos nos mostrar.

Pela lógica, toda essa exposição e toda essa informação deveriam elevar a capacidade de reflexão sobre os fatos e a capacidade de procurar nossa própria verdade (já que nenhuma é absoluta) mas, infelizmente, as pessoas (principalmente as da nossa burra sociedade) costumam ou por incompetência, ou por pura preguiça de pensamento, não refletir sobre essas toneladas e mais toneladas de informações de acordo com seu próprio pensar. Entregando aos "detentores da informação", a mídia, esse nosso célebre direito.

Mas como a mídia faz isso? É simples, eles manipulam as informações a ponto de as deixarem quase falsas, tudo isso de acordo com seus interesse. Apesar da função da mídia ser apresentar os fatos, muitas vezes ela julga situações e pessoas de maneira equivocada gerando danos irreparáveis tanto à sociedade como a essas pessoas.

O maior exemplo dessa imparcialidade da imprensa foi o fatídico caso da escola base no estado de São Paulo no qual, mães da dita escola, foram à polícia, alegando que seus filhos haviam sido abusados sexualmente pelos funcionários, bem como outras crianças que ali estudavam. A imprensa nesse momento literalmente escolheu seu lado e transformou o caso em um escândalo de proporções muito semelhantes ao recente caso da família Nardoni. Acusou-os vigorosamente e colocou toda a estúpida opinião pública contra os réus sem nenhuma prova concreta, retirando deles o direito a defesa. Mais tarde um exame de corpo de delito de uma das crianças, constatou uma provável violência sexual o que deu ainda mais força ao infundado caso. Prosseguindo com muito sensacionalismo e pouca verdade o caso levou pessoas às ruas, lá, elas picharam frases na escola (que foi fechada) e quase chegaram a situações de linchamento de um dos acusados. No decorrer do processo, o juiz que comandava o caso expediu um mandando de busca e apreensão aos acusados, e ao se verificar a casa de cada um deles não foi encontrado um só vídeos ou prova que os incriminasse. Com o tempo, algumas pessoas começaram a perceber que estavam julgado precipitadamente um caso sem provas, logo em seguida descobriu-se que a mãe que havia feito mais reivindicações tinha tido um problema na escola e mantinha um caso amoroso com o delegado responsável, ao final de tudo isso, essa mãe redimiu-se publicamente, alegando que havia sido tudo um grande engano e mais tarde descobriu-se que as luxações no anus da criança era apenas ressecamento, mas era tarde de mais. A imprensa da época, assim como o estado, sofreu vários processos para pagamento dos danos aos inocentes réus e somente 10 anos depois o primeiro foi pago, uma quantia mínima, que de maneira alguma cobriria toda essa atrocidade. Hoje um dos diretores mal tem dinheiro para viver e trabalha operando uma maquina fotocopiadora e outro pede esmola nas ruas sujas de São Paulo.

Apesar de se dizer que hoje somos uma sociedade moderna e evoluída, graças a tecnologia e a velocidade dos meios de comunicação, afirmo o contrário, nunca a humanidade esteve tão oca, pois a grande minoria que pensa, pensa por todos, eles escolhem nossos caminhos, e mesmo que não percebamos, comandam nossas vidas.
Alexandre por ANTI-ASSASSINOS DA FLORESTA