sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Imparcial? Nem à pau!




Atualmente nada escapa das nervosas lentes das camera e dos celulares, não importa onde você esteja, estará sempre sendo observado, a privacidade em nossos tempos é rara e quando existe, não é plena. Como a tudo na vida, nós nos acostumamos, e em muitos casos até gostamos, prova maior do que um blog como esse ou um outro orkut qualquer não há. Todos querem ser observados, todos queremos nos mostrar.

Pela lógica, toda essa exposição e toda essa informação deveriam elevar a capacidade de reflexão sobre os fatos e a capacidade de procurar nossa própria verdade (já que nenhuma é absoluta) mas, infelizmente, as pessoas (principalmente as da nossa burra sociedade) costumam ou por incompetência, ou por pura preguiça de pensamento, não refletir sobre essas toneladas e mais toneladas de informações de acordo com seu próprio pensar. Entregando aos "detentores da informação", a mídia, esse nosso célebre direito.

Mas como a mídia faz isso? É simples, eles manipulam as informações a ponto de as deixarem quase falsas, tudo isso de acordo com seus interesse. Apesar da função da mídia ser apresentar os fatos, muitas vezes ela julga situações e pessoas de maneira equivocada gerando danos irreparáveis tanto à sociedade como a essas pessoas.

O maior exemplo dessa imparcialidade da imprensa foi o fatídico caso da escola base no estado de São Paulo no qual, mães da dita escola, foram à polícia, alegando que seus filhos haviam sido abusados sexualmente pelos funcionários, bem como outras crianças que ali estudavam. A imprensa nesse momento literalmente escolheu seu lado e transformou o caso em um escândalo de proporções muito semelhantes ao recente caso da família Nardoni. Acusou-os vigorosamente e colocou toda a estúpida opinião pública contra os réus sem nenhuma prova concreta, retirando deles o direito a defesa. Mais tarde um exame de corpo de delito de uma das crianças, constatou uma provável violência sexual o que deu ainda mais força ao infundado caso. Prosseguindo com muito sensacionalismo e pouca verdade o caso levou pessoas às ruas, lá, elas picharam frases na escola (que foi fechada) e quase chegaram a situações de linchamento de um dos acusados. No decorrer do processo, o juiz que comandava o caso expediu um mandando de busca e apreensão aos acusados, e ao se verificar a casa de cada um deles não foi encontrado um só vídeos ou prova que os incriminasse. Com o tempo, algumas pessoas começaram a perceber que estavam julgado precipitadamente um caso sem provas, logo em seguida descobriu-se que a mãe que havia feito mais reivindicações tinha tido um problema na escola e mantinha um caso amoroso com o delegado responsável, ao final de tudo isso, essa mãe redimiu-se publicamente, alegando que havia sido tudo um grande engano e mais tarde descobriu-se que as luxações no anus da criança era apenas ressecamento, mas era tarde de mais. A imprensa da época, assim como o estado, sofreu vários processos para pagamento dos danos aos inocentes réus e somente 10 anos depois o primeiro foi pago, uma quantia mínima, que de maneira alguma cobriria toda essa atrocidade. Hoje um dos diretores mal tem dinheiro para viver e trabalha operando uma maquina fotocopiadora e outro pede esmola nas ruas sujas de São Paulo.

Apesar de se dizer que hoje somos uma sociedade moderna e evoluída, graças a tecnologia e a velocidade dos meios de comunicação, afirmo o contrário, nunca a humanidade esteve tão oca, pois a grande minoria que pensa, pensa por todos, eles escolhem nossos caminhos, e mesmo que não percebamos, comandam nossas vidas.
Alexandre por ANTI-ASSASSINOS DA FLORESTA

4 comentários:

Anônimo disse...

gostei da foto ;D

Anônimo disse...

hahaha
também gostei da foto!
muito boa =)

- Carool ;) disse...

' ótima foto (todos os comentarios desse post serão sobre a foto :P)

Alexandre disse...

Eu que fiz a foto...
¬¬"
Mas o que deu um trabalho estúpido pra fazer esse texto, digitei 3x pq o pc deu uma doida e desligou, ai chega o povo e num lê uma virgula, tomara que o professora leia pelo - (duvido muito) aushuasa